segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Descartável

Ultimamente não quero pensar em sexo, apesar de sonhos molhados me assombrarem as noites.
Sinto-me mal, apesar de finalmente ter experienciado a verdadeira força de um orgasmo não provocado por mim.
Talvez porque depois da acção me faças sentir descartável.
Eu sei, fui eu que pedi frieza e distância.
Fui eu que deixei bastante claro que não queria sentir que tinha um stalker no momento em que quisesse deixar-me destas brincadeiras.
Mas penso que também deve haver um intermédio.
Ou talvez não haja.
Ou talvez tu sejas mesmo assim.
Por isso me sinto vazia. Sinto-me só, mas também não quero ter quem me abrace e dê carinhos.
Talvez por saber que não os mereço nunca me senti tão perdida não sei o que quero lanço-me destemida numa direcção pensando que estou segura e depois percebo que bati com a cabeça e fui tão parva por não usar capacete.
Sou dispensável, tanto no sexo como na amizade e nunca me senti tão pequenina e insignificante. Neste momento nem um orgasmo me fez sentir feliz.
Só por aqueles breves segundos em que pensei…
“Finalmente… Não acredito…”